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APEMNewsletter - Junho/Julho de 2017
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para a Música na Educação por...Madalena Wallenstein
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Editorial - APEMNewsletter - Junho/Julho de 2017
Tempo de balanços: as aprendizagens essenciais em Música
Chegados ao fim de mais um ano letivo, fazemos os balanços do que se fez e procuramos que as nossas reflexões sirvam para melhorar, criar e recriar os caminhos que queremos, devemos e podemos percorrer como associação. Foram vários os espaços onde a APEM participou(1), ouviu e se fez ouvir e vários também os planos de interseção de diferentes perspetivas educacionais que se foram tornando mais claras nas diversas instâncias onde estivemos. Sabemos que nem sempre nos revemos, parcialmente ou mesmo totalmente, nas posições finais que surgem, fruto de múltiplas reflexões e compromissos ao longo do tempo.
Nesta nossa última Newsletter deste ano letivo, damos destaque ao trabalho que realizámos sobre a definição das aprendizagens essenciais em Música na escolaridade obrigatória da educação geral e ao processo de reflexão, construção e reconstrução deste documento curricular.
O currículo da música é comummente entendido como um documento. Mas que conceito de currículo e aprendizagens essenciais em Música estão refletidos e incorporados? Cooke e Spruce(2016)(2) sistematizam três abordagens ao conceito de currículo de música, questionando sobre os propósitos, ideologias e valores que sustentam essas conceções; a conceção de currículo como objeto, currículo como experiência vivida e o currículo emergente. Enquanto o currículo como objeto, ou seja, o currículo como conteúdo ou produto, apresenta o conhecimento que deve ser ensinado e aprendido ou os objetivos de aprendizagem, numa conceção de currículo como experiência vivida, a compreensão de como as crianças e jovens pensam e se expressam sobre as suas experiências musicais é fundamental. A ideia central é o papel ativo que as crianças e jovens devem ter nos processos de ensino e aprendizagem e o reconhecimento pelos próprios do seu papel e da influência que têm e que deliberadamente o professor promove. A conceção de currículo emergente identifica-se com a conceção anterior, mas vai mais além. Neste quadro, as crianças e jovens envolvem-se em interações musicais e verbais que lhes permitem desenvolver e construir os seus próprios significados e aprendizagens. Para facilitar esse processo, os professores de música devem permitir que os alunos tenham tempo para chegarem às suas próprias conclusões, entendimentos, compreensões e sentidos. Um currículo emergente desafia os professores a serem mais abertos aos imprevistos, tanto musicais como não musicais, implica uma ação reflexiva crítica antes, depois e durante a própria ação educativa, permitindo aos alunos a liderança de processos, ou a seguirem o professor ou ainda a seguirem juntos, professor e alunos, em novos caminhos e aprendizagens.
Na construção do documento curricular e no caso específico do nosso trabalho de identificação das aprendizagens essenciais em Música ao longo da escolaridade obrigatória, tivemos em consideração que o currículo de música é um fenómeno dinâmico, emergente das interações musicais de professores, alunos e comunidades nos seus contextos específicos. Esta visão de currículo de música implica que o professor esteja atento ao que acontece a cada momento para melhorar a autonomia dos alunos na construção das suas próprias atividades artísticas e musicais que vivem na sala de aula e fora dela, tornando-as parte integrante da sua vida musical. Para que a participação e o envolvimento dos alunos seja uma realidade, o seu papel ativo como co-construtores do currículo, das situações de aprendizagem e na avaliação dos processos individuais e de grupo é fundamental.
A opção que considerámos adequada para a formulação de aprendizagens musicais essenciais foi a de competências, entendidas como combinações de conhecimentos, capacidades e atitudes, organizadas em três dimensões que refletem a experimentação, a interpretação (no sentido de performance) e a compreensão das situações musicais que se desenvolvem. É nesta perspetiva que entendemos a Música no currículo da escolaridade obrigatória, sendo, no entanto, ainda necessário, continuar a pressionar, a defender e a lutar para que ela exista, por direito próprio, para todas as crianças e jovens que frequentam as escolas públicas portuguesas, em todos os ciclos educativos. (1)Instituto de Avaliação Educativa; Conselho Nacional de Educação; Grupo de Trabalho-Perfil do Aluno; Grupo de Trabalho-Aprendizagens Essenciais. (2)Cooke, Carolyn; Spruce, Gary (2016) What is music curriculum? In Learning to Teach Music in the Secondary School. (pp 63-79) Ed. Carolyn Cook, Keith Evans, Chris Philpott and Gary Spruce. London: Routledge. 3ªEdição
Manuela Encarnação
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